segunda-feira, 8 de janeiro de 2018


VOCÊ REALMENTE TEM “INTOLERÂNCIA À LACTOSE” OU TÁ NA MODA “FREE LACTOSE”?

Não quero fazer uma apologia do leite (uma espécie de discurso apaixonado de defesa do leite), mas não posso acreditar que todos se tornaram intolerantes à lactose do dia para noite. Com base nisso, seguem meus comentários para suas próprias conclusões.

INTOLERÂNCIA À LACTOSE

Os indivíduos que apresentam “Intolerância à Lactose” (que é uma doença) relatam queixas de distensão abdominal, cólica, náusea, diarreia e flatulência, o que deve-se ao prejuízo na degradação de lactose. Lactose é o “açúcar do leite”, ou melhor, é um dissacarídeo formado por 1 unidade de glicose e uma 1 unidade de galactose, unidas por uma ligação glicosídica. A lactose ocorre naturalmente no leite e sua concentração pode variar de 0,1 até 7%. Na cavidade intestinal dos seres humanos, a lactose é degradada pela enzima lactase (beta-galactosidase), que rompe as ligações glicosídicas, liberando glicose e galactose. Todavia, alguns indivíduos não possuem lactase e, portanto, não degradam a lactose. Estes indivíduos são chamados de “Intolerantes à Lactose”. Já outros indivíduos possuem baixo teor da enzima lactase (deficiência) e, dessa forma, apresentam síndrome da má absorção ou má digestão da lactose pela capacidade reduzida da enzima na mucosa intestinal. Estes últimos são conhecidos como “Lactase não persistente” ou “Hipolactasia”. Alguns estudos apontam que os asiáticos e africanos apresentam alta incidência de Intolerância à Lactose, enquanto que outros estudos mostram que existem 30 até 50 milhões de norte-americanos com a doença. No Brasil, estima-se cerca de 40% da população. Todavia, também há estudos relatando que 70% da população mundial tem hipolactasia e não exatamente intolerância a lactose. Aí tá feito à confusão: você realmente tem “Intolerância à Lactose” ou “Hipolactasia” ou está apenas seguindo a moda “Free Lactose”? (Obs.: Nem venham me falar que leite "engrossa" a pele, pois isso me recuso em responder, rsrs).

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico para “Intolerância à Lactose” é feito pela história clínica do paciente, relato de sintomas, história alimentar, nível de hidrogênio no hálito, níveis séricos de glicose após ingestão de lactose ou biópsia do intestino delgado. Vejamos um exemplo através do teste oral de tolerância à lactose ou LTT (Lactose Tolerance Test).

“Paciente 1” trouxe o seguinte exame:

Glicemia basal: 79 mg/dL
Deve-se somar 20 ao valor, ou seja, resultado = 99 mg/dL
A curva exibe:
30 min = 126 mg/dL
60 min = 90 mg/dL
90 min = 81 mg/dL

Qual o resultado? Negativo!

Por quê? Simples, se alguns dos números na curva (30, 60 e 90 min) for maior que o número basal acrescido de 20 (glicemia + 20) o paciente não é intolerante. Em outras palavras, considera-se normal a elevação da glicemia em relação ao jejum em pelo menos 20 mg/dL em qualquer das amostras. Se nenhuma das dosagens for maior que o número basal acrescido de 20 (glicemia + 20), então o paciente é intolerante à lactose.

Para facilitar, vejamos outros exemplos:

“Paciente 2”:
Glicemia basal = 91 mg/dL + 20 = 111 mg/dL
30 min = 108 mg/dL
60 min = 109 mg/dL
90 min = 100 mg/dL
Resultado? Positivo!

“Paciente 3”:
Glicemia basal = 75 mg/dL + 20 = 95 mg/dL
30 min = 98 mg/dL
60 min = 96 mg/dL
90 min = 92 mg/dL
Resultado? Negativo!

“Paciente 4”:
Glicemia basal = 81 mg/dL + 20 = 101 mg/dL
30 min = 92 mg/dL
60 min = 102 mg/dL
90 min = 100mg/dL
Resultado? Negativo!

Enfim, como você pode observar o diagnóstico através do LTT é bastante simples. Cabe lembrar que o leite materno possui lactose, além de energia ao recém-nascido, onde alguns bebês podem apresentar intolerância desde o nascimento. Cabe lembrar, também, que você pode nascer intolerante e, na fase adulta, não ser mais intolerante. Por quê? Não sei. Ainda, você pode ser intolerante à lactose em qualquer fase da vida (mesmo sem história familiar), o que deve-se ao declínio fisiológico com a idade avançada ou devido agressões à mucosa intestinal. Por quê? Não sei. Em outras palavras, nem tudo a ciência explica e, da mesma forma, eu não preciso saber todas as resposta para sentir a vontade de lhe ajudar ou compartilhar o que já tenho respostas.

DIETA E TRATAMENTO

Obviamente, o intolerante não tolera leite e derivados, uma vez que a ingestão de 5 até 12 g de lactose (100 até 200 ml de leite) já são suficiente para acarretar problemas, como expelir gases indesejáveis ou correr ao banheiro com diarreia. Quer dizer, segundo as tabelas nutricionais, cerca de 100 ml de leite de vaca contêm 4,9 g de lactose, enquanto que 100 ml de leite humano contêm 7 g de lactose. O tratamento, portanto, seria uma dieta isenta de lactose (leite e derivados, tais como iogurte, queijos, cremes, sorvetes, ovomaltine, alguns cafés instantâneos, bebidas de cacau, manteiga e requeijão) e produtos preparados com leite (bolos, biscoitos e misturas comerciais). Pode, se preferir, adotar a ingestão de extratos de soja sem lactose e fórmulas líquidas sem lactose, considerando as inúmeras ofertas de leite zero lactose no mercado brasileiro atualmente. Pode, também optar pelo consumo de cápsulas de lactase, caso queira participar de um encontro social com comilança contendo leite e derivados (mas sem exageros). A dieta também deve avaliar a necessidade da suplementação de cálcio, vitamina D e riboflavina (vitamina B2). (Obs.: Não estou dizendo que o leite é a melhor e única fonte de cálcio, muito pelo contrário, mas isso vou discutir em outro post).

MECANISMO BIOQUÍMICO DA DOENÇA

O mecanismo bioquímico é um tanto obscuro, mas fatores genéticos parecem estar envolvidos naqueles que nascem intolerantes. Pesquisadores da Finlândia, dirigidos pela Dra. Leena Peltonem, publicaram na Nature Genetics em 2002, que o gene LCT, que codifica a lactase-florizina hidrolase (ou, simplesmente, lactase) localiza-se no cromossomo 2q21. Todavia, como já relatado, a deficiência enzimática pode ter várias razões, incluindo defeito genético, declínio fisiológico e agressões à mucosa intestinal. De qualquer forma, a digestão inadequada da lactose, pela deficiência da enzima lactase, leva a uma absorção deficiente da mesma. Desta forma, a lactose não-digerida permanece por mais tempo na luz intestinal e, como possui alto poder osmótico, promove a passagem de líquidos para o tubo digestivo. Isso torna as fezes mais líquidas e explicaria a diarreia osmótica do paciente. As queixas são para fezes mais volumosas, espumosas, aquosas ou amolecidas. A diarreia, se não tratada, pode levar a um quadro de desidratação. Além disso, a permanência da lactose do tubo digestivo também favorece a fermentação da lactose por bactérias presente normalmente na flora intestinal. Estas bactérias convertem a lactose em ácido láctico e em outros ácidos orgânicos. Forma-se dióxido de carbono (CO2) e o gás hidrogênio (H2), bem como a geração de metano (CH4) e agentes orgânicos irritantes. Os gases produzidos pela fermentação poderia explicar a distensão abdominal e flatulência.

Então, posso tomar leite que traz benefícios a saúde humana? KEEP CALM (mantenha a calma), pois foi isso que eu disse, por acaso? Hehehe. Se você não entendeu o recado, então volte a primeira linha do texto, respire bem fundo e comece a reler novamente.

Para maiores detalhes ou diagnóstico clínico agende sua consulta.

Prof. Me. Nutr. Joelso Peralta
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Atendimento em Porto Alegre/RS e Canoas/RS.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018


EXISTEM "OBESOS SAUDÁVEIS"?
Em 18 de abril de 2017, a BBC Brasil (http://www.bbc.com/portuguese/brasil-39625621) fez uma matéria sobre a obesidade, ou melhor, sobre as razões da explosão de obesidade no Brasil. Em outra matéria da BBC Brasil, publicada em 27 de dezembro de 2017, ocorreu um destaque sobre a vida das pessoas que são alvo da chamada “Gordofobia”, ou seja, uma espécie de bullying (físico e psicológico) com que sofrem as pessoas acima do peso, onde o título da matéria destaca: “A gente não quer mais ser visto como doente”. Em seguida, um apresentador e comediante brasileiro fez uma piada “infeliz” sobre as pessoas acima do peso ou obesas, que teve inúmeras curtidas através de seus milhares de seguidores, mas também recebeu muitas críticas. Por fim, uma jornalista e youtuber (que foi entrevista da matéria da BBC Brasil) detonou o comediante e sua “piadinha infeliz”, chamando-o de “gordofóbico” e sentou o sarrafo brilhantemente nas palavras. Enfim, o comediante já disse em outras entrevistas: “Sou apenas um idiota” e “Eu sou um comediante, eu só falo merda”. Neste sentido, não podemos levar em consideração a “piadinha” de mau gosto do comediante, mas esse assunto tem gerado debates nas redes sociais e fiquei pensando naquela frase: “A gente não quer mais ser visto como doente”.

Então, a obesidade não é uma doença?

A resposta te parece simples? Pois bem, não é tão simples assim.

A obesidade pode ser considerada um desvio do bom estado nutricional, sendo caracterizado pelo aumento exagerado do tecido adiposo de reserva, que coincide com o ganho de peso além dos limites de normalidade. Em outras palavras, seus adipócitos (células que armazenam gorduras) estão repletos de triglicerídeos (como se fossem “balões de festa inflados”), o que concorre para um corpo volumoso. Normalmente classificamos os pacientes obesos de acordo com o índice de massa corporal (IMC) elevado, o que se torna um grande equívoco. Ou seja, um atleta também pode exibir elevado IMC, devido sua grande musculatura e consequente baixo percentual de gordura. Em outras palavras, o IMC isoladamente não te diz nada, onde será necessário avaliar o estado nutricional geral destes pacientes, incluindo avaliação antropométrica, exames laboratoriais, exames clínicos, inquéritos alimentares e socioeconômicos e culturais.

E o que causa obesidade?

Da mesma forma, a resposta não é nada simples. Quer dizer, são múltiplos os fatores, incluindo fatores genéticos, ambientais, psicológicos e metabólicos, bem como fatores associados à má alimentação, sedentarismo e uso descontrolado de medicamentos. Além disso, todos estes fatores podem estar inter-relacionados, o que se torna impossível apontar um único culpado.

Então, o obeso não pode ser visto como doente?

Veja bem, existem algumas complicações de saúde associadas à obesidade, incluindo hipertensão arterial, diabete melittus, dislipidemia, insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio, insuficiência vascular periférica, acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda, edema, arritmias cardíacas, irregularidades menstruais, hipoandrogenismo, dermatites, osteoartrose, hérnia discal, lombociatalgia, síndrome nefrótica e risco aumentado para câncer (reto, próstata, mama, ovário e endométrio). Neste sentido, me parece importante encarar o paciente obeso como um paciente doente e que necessita de auxílio profissional adequado.

Então, a obesidade é uma doença que vai levar a morte precoce do indivíduo?

KEEP CALM (mantenha a calma), pois não foi isso que eu disse. Veja bem, um estudo publicado em 2011 (Jennifer L. Kuk et al. Edmonton Obesity Staging System: association with weight history and mortality risk. Appl. Physiol. Nutr. Metab. 36: 570–576, 2011) utilizou o sistema de estadiamento da obesidade de Edmonton (EOSS, Edmonton Obesity Staging System) para avaliar a associação histórica do excesso de peso e o risco de mortalidade. O sistema de classificação da obesidade de Edmonton (EOSS) é mais confiável que o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) ou medida da circunferência da cintura, pois leva em consideração outros parâmetros clínicos, tais como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares. Neste estudo foram avaliados 5.453 homens e 771 mulheres (total: 6.224 indivíduos) americanos obesos durante 14 anos (1987 até 2001), os quais foram comparados com o risco de mortalidade em relação aos indivíduos magros. Sabemos que a obesidade está associada às inúmeras comorbidades que prejudicam a qualidade de vida, mas será que os obesos vivem menos? Pois bem, os resultados mostram que não houve diferenças no risco de mortalidade por todas as causas entre indivíduos obesos (avaliados pelo EOSS) quando comparados aos indivíduos de peso normal. Questiona-se, assim, o argumento que todos os obesos devem emagrecer, independente de seu perfil de saúde geral.

Então, está me dizendo que não preciso emagrecer? 

KEEP CALM, novamente! Estou dizendo que nem todo obeso está infeliz com seu corpo, que nem todo obeso é deprimido, que nem todo obeso é inflamado, que nem toda pessoa precisa seguir os “padrões de beleza” estabelecidos pela sociedade atual. Estou dizendo que sua aparência não determina quem você é ou sua competência no âmbito pessoal e profissional. Estou dizendo que a perda de peso é benéfica para reduzir o risco de doenças, mas que viver no “efeito sanfona” de perda e ganho de peso, movidos pela cobrança desenfreada de uma sociedade de “dietas da moda”, pode ser pior para sua saúde do que perder peso de maneira controlada e de longo prazo.

Enfim, será que existem “obesos saudáveis”?

Bem, essa pergunta não vou responder neste post, mas deixo meu contato abaixo para ajudar obesos e não obesos através de minha Equipe PeraltaNUTRI. Esqueça 2017 e comece uma nova vida em 2018!

Prof. Me. Nutr. Joelso Peralta
Telefone/Whats: (51) 99943-1815
E-mail: peraltanutri@gmail.com ou joelsoperalta@hotmail.com
Blog: www.peraltanutri.blogspot.com

PeraltaNUTRI - Equipe­ de Nutrição Esportiv­a

Olá, existe um provérbio chinês que diz: "Uma viagem começa com um único passo". Portanto, se você está visitando este Blog é porque busca informações sérias e corretas, ou seja, técnicas e baseadas em evidências científicas sobre nutrição, treinamento e saúde. Ao mesmo tempo, pode ter interesse em agendar consulta com nossa Equipe PeraltaNUTRI, especialmente para alinhar sua dieta ao seu treinamento físico. Portanto, abaixo seguem os ­detalhes para entender como funciona nosso trabalho:

APRESENTAÇÃO

Bem-vindo! Após vários anos trabalhando com nutrição esportiva, nas mais diferentes modalidades esportivas, pude acumular muita experiência para otimizar a saúde, maximizar o desempenho atlético e alterar positivamente a composição corporal. A experiência somada a fundamentação técnico-científica de professor e palestrante culminou com um trabalho nutricional diferenciado e personalizado. Se você está lendo este texto é porque quer vencer, seja no âmbito físico (composição corporal) e/ou intelectual (conhecimento). Como conseqüência, poderá experimentar todo o sucesso das informações obtidas neste Blog ou através da consulta com a Equipe PeraltaNUTRI. Para maiores informações e textos interessantes sobre nutrição e saúde acompanhe meu Facebook (https://www.facebook.com/joelso.peralta).

Estudos revelam um crescimento rápido das doenças crônico-degenerativas (diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, câncer e obesidade) em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, e em desenvolvimento, como o Brasil. Este fato tem sido correlacionado com uma elevada morbimortalidade em todo o mundo. Ao mesmo tempo, o sedentarismo e os hábitos alimentares inadequados são fatores intimamente relacionados com a probabilidade de um indivíduo desenvolver uma doença.


A alimentação, todavia, é peça fundamental para garantir a saúde geral, maximizar o desempenho atlético e alterar positivamente a composição corporal. Entretanto, bombardeados constantemente pela Mídia dos “corpos perfeitos” e estratégias “antienvelhecimento” e “longevidade” (muitas vezes com informações equivocadas ou errôneas), este grupo de indivíduos segue por caminhos tortuosos com conseqüências devastadoras, incluindo a busca por recursos ergogênicos (suplementos nutricionais e farmacológicos) sem a orientação profissional adequada, a desistência da dieta equilibrada e a inadequação do peso, a injúria tecidual e o afastamento da atividade física. Uma vez que os objetivos previamente estabelecidos não são alcançados, surge a tríade ansiedade, frustração e depressão.

Entre os atletas, por sua vez, o esporte adquiriu grandes dimensões com repercussões políticas e econômicas para um país, como observado durante as Olimpíadas. Neste sentido, nas competições esportivas as diferenças entre a fama e a fortuna, entre o campeão e o vice-campeão, são medidas por milésimos de segundo. Não é surpreendente, portanto, a busca por fatores que possam otimizar o desempenho atlético. Para muitos atletas, o treinamento não é suficientemente rápido e eficaz para alcançar suas ambições e a utilização de recursos ergogênicos torna-se um aliado nem sempre bem vindo. Todavia, não atletas também recorrem à utilização de recursos ergogênicos sem orientação adequada, movidos pela extrema preocupação com a imagem corporal.

Parece um cenário ruim e devastador? KEEP CALM (mantenha a calma), pois a nutrição pode para maximizar o desempenho atlético, otimizando os depósitos energéticos corporais e garantindo o combustível necessário para o esforço físico. Além disso, a ingestão adequada de nutrientes reduz a fadiga e a possibilidade de injúrias, bem como reduz as enfermidades e garante a saúde geral do esportista e atleta. O recurso ergogênico (suplementos esportivos ou agentes farmacológicos) pode se tornar um aliado eficaz na alteração da composição corporal, desempenho atlético e saúde, desde que acompanhado por profissionais de competência e excelência.

Com base nisso e entendendo as necessidades dos praticantes de atividades físicas, apresento o Dietetic Reeducation Program for Health and Sports Performance (Programa de Reeducação Alimentar para Saúde e Desempenho Atlético). Este programa trabalha com o Sistema de Qualidade e Sucesso (SQS), que prevê uma Avaliação Nutricional Global (ANG) e uma Evolução Nutricional Personalizada (ENP), visando alcançar em curto e médio prazo os objetivos previamente estabelecidos em relação à modelagem corporal e bem-estar físico e mental. Em longo prazo, visa à redução das doenças crônico-degenerativas na vida adulta e na terceira idade através promoção da saúde e da qualidade de vida.

Este trabalho é realizado pela Equipe PeraltaNUTRI, o qual será apresentado no texto abaixo.

QUEM SOMOS?

O PeraltaNUTRI ­é, na realidade, uma ­grande equipe de prof­issionais, incluindo:

Prof. Me. Nutr. Joe­lso Peralta: Nutricio­nista clínico e esportivo, Mestre em Medicina, Professor de graduação, pós-graduação e especialização e Coo­rdenador da equipe;

Prof. Esp. Rafael Brinhol: Nutricionista clínico­ e esportivo, Professor de escola técnica e Avaliador Físico;

Dr. Od­ilon Netto: Médico Nu­trólogo e Membro da Associação Brasileira de Nutrologia  (ABRAN);

Esp. Raphael­ Silveira: Profissional de educação f­ísica e treinador, Especialista em Fisiologia do Exercício. 

LOCAL DE ATENDIMENTO?

Nossa Equipe PeraltaNUTRI atende em dois locais:

Rua Domingos Martins ­121, sala 208, Edifíc­io Miquelangelo, em C­anoas/RS. Próximo à Universidade La Salle – Unilasalle Canoas/RS. At­endimento na sexta-fe­ira das 14h até 21h c­om horário pré-agenda­do via ligação/Whats:­ (51) 99943-1815. Tele­fone do local: (51) 3472-3820.

Avenida Assis Brasil ­6186, sala 303, Edifí­cio Dallas Square, ba­irro Sarandi, Porto Alegre/RS. Atendimento­ na segunda-feira das­ 14h até 21h com horá­rio pré-agendado via ligação/Whats: (51) 9­9943-1815. Telefone do­ local: (51) 3024-216­5.
COMO FUNCIONAM AS CONSULTAS?


Nosso objetivo é alinhar sua dieta ao treinamento a fim de atingir em curto e médio prazo seus objetivos quanto a estética corporal, incluindo aumento da massa muscular e redução da gordura corporal. Em longo prazo, visamos a redução das doenças degenerativas e a qualidade de vida. 

Para tanto, as consultas tem dura­ção de 1 hora com horário pré-agendado. Após e­ntrevista segue a ela­boração da dieta de m­aneira individualizad­a. Dessa forma, nenhu­m paciente recebe die­ta no mesmo momento. ­No prazo de 1 semana ­(geralmente antes) re­ceberá seu plano alim­entar por e-mail, inc­luindo dois ou mais c­ardápios por refeição­, um manual de reeduc­ação alimentar, cardápio fitness, comen­tários técnicos sobre­ a dieta, suplementa­ção e importância do sono, entre outros ite­ns. 

Um plano alimentar ­tem duração de 40 dias, em média, onde o paciente entra em platô e a dieta precisa ser modificada para garantir novos resultados. Di­etas de definição mus­cular podem ser mais ­curtas, enquanto que ­dietas de hipertrofia­ com prazos mais prol­ongados.

Também há acompanhamento seman­al ou quinzenal via W­hatsApp, ou seja, nos­sa equipe fica dispon­ível para elucidar su­as dúvidas, se necess­ário. 


QUAL INVESTIMENTO?

Para saber o investimento entre em contato (Telefone/Whats:­ (51) 99943-1815; E-mail: peraltanutri@gmail.com ou joelsoperalta@hotmail­.com). Todavia, cabe lembrar que através da Equipe ­PeraltaNUTRI também é­ possível a el­aboração de uma planifica­ção do treinamento, além da consulta nutricional. Da mesma forma, pode-se requerer co­nsulta com o médico d­a equipe. Para maiores informações e textos interessantes sobre nutrição e saúde acompanhe meu Facebook (
https://www.facebook.com/joelso.peralta).

Enfim, aguardo v­ocê para conversar co­migo e nossa equipe de profissionais.

Lembre-se:
“Sem o esf­orço da busca, torna-­se impossível à alegr­ia da conquista”.


Atenciosamente,­

JOELSO PERALTA­
Coordenador do Peral­taNUTRI – Equipe de N­utrição Esportiva.
Nutricionista do Esp­orte (CRN2 6561).
Mestre em Medicina: ­Ciências Médicas pela­ Universidade Federal­ do Rio Grande do Sul­ 
(UFRGS)­.
Professor de Bioquím­ica, Fisiologia e Nut­rição Esportiva da Universidade La­ Salle – Unilasalle Canoas­.
Professor da Pós-gra­duação em Fisiologia ­do Exercício e Nutriç­ão Esportiva da SOGIP­A.
Professor do Institu­to de Pesquisas, Ensi­no e Gestão em Saúde ­(iPGS).

terça-feira, 4 de julho de 2017


“PÍLULA DO EXERCÍCIO” OU “PÍLULA DA BOA FORMA” SEM FAZER ESFORÇO FÍSICO?


Recentemente surgiram notícas no “UOL”, “Scientific American Brasil”, “O Glogo” e “Programa Bem-Estar” sobre uma tal de “pílula do exercício” ou “pílula da boa forma”, cujo noticiários afirmam  que os cientistas, particularmente o Instituto Salk, do Dr. Ronald Evans dos EUA, publicado na Cell Metabolim, criaram uma pílula que dá resistência ao esforço físico e promove maior “queima gordura” sem a realização de atividade fisica (“Loucura, Loucura, Loucura”, diria um apresentador de TV). Os beneficios da atividade fisica para a saúde são inquestionáveis, embora os mecanismo não são totalmente compreendidos. Todavia, a notícia da “pílula do exercício” foi, digamos assim, um tanto midiática: “O estilo de vida sedentário ou pouco ativo aumenta as chances para o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas e a pílula do exercício pode ser a solução para a pessoas com  dia-a-dia corrido” ou “várias empresas, geralmente ligadas a indústria farmacêutica, estão investindo tempo e dinheiro para reproduzir drogas que possam reproduzir os benefícios do esforço físico diário e a pílula do exercício poderia substituir a atividade física”. Com base nisso, eu me perguntaria: 



Os cientistas não tem nada melhor para fazer, como curar o Câncer ou AIDS?
Os sedentários não podem tirar a bunda do sofá e largar o copo de refrigerante para caminhar na rua ou puxar uns ferrinhos?
O indivíduo diz não ter tempo para o treinamento, mas tem tempo para olhar Sessão da Tarde, Novela da Globo, Programa do Faustão e BBB?
As empresas farmacêuticas estão realmente interessadas na sua saúde ou na sua falta de saúde?
Quais seriam as implicações futuras destas possíveis “pílulas do exercício”?
Será que o pesquisador Dr. Ronald M. Evans criou uma pílula para as pessoas sedentárias continuarem sendo sedentárias?



Muita calma nessa hora, eu diria. Fiz meu dever de casa, pesquisando o assunto. Achei que o Dr. Evans. Ronald M. Evans é Professor e Diretor do Gene Expression Laboratory, Howard Hughes Medical Institute Investigator e March of Dimes Chair in Molecular and Developmental Biology. Trata-se de um pesquisador que vem estudando os hormônios, especificamente os receptores nucleares que respondem aos hormônios esteróides, tireoidianos e vitamina A. Dr. Evans também tem estudos que envolvem os tratamentos para o câncer (mama, próstata, pâncreas e leucemia), osteoporose e asma. Também achei três estudos do Dr. Evans, que possuem relação como a temática em discussão:



ESTUDO 1:
Hypolipidemic drugs, polyunsaturated fatty acids, and eicosanoids are ligands for peroxisome proliferator-activated receptors a e d. Proc. Natl. Acad. Sci 94: 4312-4317, 1997 (Neste estudo discute-se os receptores ativados por proliferadores de peroxissomas ou PPAR e sua relação com o metabolismo lipídico, especialmente).



ESTUDO 2:
Peroxisome-Proliferator-Activated Receptor d Activates Fat Metabolism to Prevent Obesity. Cell 113: 159–170, 2003 (Neste estudo discute-se novamente o PPAR e o metabolismo lipídico, bem como sua relação com a obesidade).



ESTUDO 3:
AMPK and PPARd agonists are exercise mimetics. Cell 134: 405-415, 2008 (Neste estudo discute-se justamente o uso de drogas ou fármacos com possam reproduzir ou mimetizar – imitar – as ações do PPAR ou AMPK, proteína quinase dependente de adenosina monofosfato). 

Então, curiosamente (e já esperado) não encontrei menção alguma do pesquisador dizendo para as pessoas continuarem comendo pizza, refrigerante, doces e não praticar atividade física diariamente, mas, apenas ingerir “pílulas do exercício” ou “pílulas mágicas” no café da manhã e antes de dormir (Hehehe). Parece que o estudo de 2008 (AMPK and PPARd agonists are exercise mimetics. Cell 134: 405-415, 2008) é o que sustentou os noticiários midiáticos que invadiu as redes sociais. Não quero entrar na discussão bioquímica do processo (que adoro), mas de fato “NÃO EXISTE PÍLULA MÁGICA” que faça você “derreter” toda a graxa em sua barriga, melhorar seu desempenho atlético, transformando-o(a) em Arnold Schwarzenegger ou Gracyanne Barbosa do dia para a noite. Todavia, é válido quando os pesquisadores buscam compreender os mecanismos bioquímicos e moleculares da promoção de saúde associada ao exercício físico. O estudo do Dr. Evans destaca o papel do PPAR na geração de energia, especialmente no músculo esquelético, onde a droga AICAR (droga seletiva da AMPK), administrada oralmente, poderia ativar AMPK. Lembramos, contudo, que o estudo avaliou ratos (camundongos), sedentários (não humanos), sob tratamento de AICAR por 4 semanas e, portanto, não podemos extrapolar resultados para seres humanos. Por fim, sabe para quem seria útil a ‘pílula do exercício”? Imaginem as pessoas com distrofias musculares, que não podem praticar atividade física. Além disso, imaginem os benefícios destas drogas para pessoas com lesão na medula espinhal e que vivem como cadeirantes ou acamados. Agora, essa “pílula do exercício” serve para você, meu paciente? Minha resposta seria: “Vou te dar um chute nos glúteos e te mandar para academia urgente” (Hehehe).

Prof. Me. Nutricionista Joelso Peralta (CRN2 6561).
Mestre em Ciências Médicas: Medicina pela UFRGS.
Professor de Graduação, Pós-graduação e Especialização.
Coordenador da Equipe PeraltaNUTRI - Nutrição Esportiva.

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016


EU... TU... ELE... NÓS... VÓS... ELES... ENFIM, TODOS VÃO ENVELHECER E O QUE ISSO SIGNIFICA?

O envelhecimento humano é um processo natural e irreversível, sendo acompanhado por alterações morfofisiológicas que levam a progressiva diminuição na capacidade física e orgânica do indivíduo, tornando o indivíduo mais suscetível às doenças. As alterações morfofisiológicas associadas ao envelhecimento humano incluem o aparecimento de rugas e cabelos brancos ou a perda dos cabelos, a perda da elasticidade da pele e a redução da força e da massa muscular, bem como da agilidade e da mobilidade articular. Destacam-se, ainda, a redução da acuidade sensorial (auditiva e visual) e um declínio acentuado de determinados hormônios. A queda hormonal (estrogênio e testosterona, por exemplo) afeta o sistema reprodutor (masculino e feminino) e o sistema cardiorrespiratório. O indivíduo torna-se mais suscetível às doenças (aterosclerose, infarto, derrame, hipertensão arterial e câncer). Em alguns casos também há declínio acentuado da cognição e o surgimento do Mal de Alzheimer.
Entretanto, o processo de envelhecer ocorre de forma lenta e gradual, bem como pode variar muito de um indivíduo para outro. Quer dizer, alguns envelhecem conforme a idade cronológica (contagem dos anos de vida a partir do nascimento), enquanto outros parecem envelhecer conforme a idade biológica (as pessoas podem envelhecer em taxas diferentes, onde encontramos “idosos de 18 anos” e “jovens de 80 anos”, por assim dizer). Neste sentido, irei dispensar o discurso bioquímico sobre o envelhecimento humano neste post, mas, sim, filosofar um pouco sobre a seguinte pergunta:

COMO VOCÊ QUER CHEGAR À TERCEIRA IDADE?

Para responder o questionamento vou lhe apresentar o Sr. Benn Matherial Famma e Fortunna, que é um indivíduo bem sucedido profissionalmente e um grande fã de automóveis. O Sr. Benn adora seu veículo, onde faz periodicamente as revisões a fim de mantê-lo sempre novinho. Ele perde grande parte de seu tempo para limpar, esfregar e lustrar seu querido carro. Faz balanceamento, calibragem de pneus, troca o óleo e revisa tudo. Ele é bem cuidadoso e igualmente egoísta com seu automóvel. Construiu, durante muitos anos de trabalho, seu castelo de fama e fortuna, onde costuma investir seu dinheiro nos cuidados com seu automóvel. O objetivo de tanto cuidado, segundo Sr. Benn, é sempre prever algo que possa ocorrer e que comprometa a vida útil de seu carro. Quer dizer, ele está sempre reparando os pequenos danos, evitando um desgaste desnecessário e fatal de seu veículo. Ao mesmo tempo, os amigos têm notado que o Sr. Benn anda bem gordinho, o que pode ser justificado pelo sedentarismo e as orgias alimentares semanais (cachorro-quente, batata-frita, pizza, refrigerantes, doces e guloseimas em geral), que é acompanhado por dois maços de cigarros por dia. Não quero parecer dramático neste relato, mas o Sr. Benn foi hospitalizado com dor no peito com sensação de ardência, irradiando para as costas, pescoço e braço esquerdo, ou seja, ele teve um infarto do miocárdio.

ENTÃO, QUAL A MORAL DA HISTÓRIA?

Uma importante parcela da população, assim como o Sr. Benn, não faz absolutamente nada por sua saúde e, simplesmente, espera a doença aparecer. Muitos destes indivíduos se preocupam apenas com seus bens materiais, fama e fortuna. Depois de instalada a doença, alguns sairão correndo para tentar apagar desesperadamente o incêndio, mas para outros já será tarde demais. Cuide de seu bem maior, que certamente não é seu automóvel, sua casa, seu smartphone, seu notebook ou sua roupa de marca. Como diria Hipócrates (“pai da medicina”, 460-370 a.C.): Que teus remédios sejam os teus alimentos”.

Sendo assim, o que você fez ONTEM, HOJE e o que fará AMANHÃ para envelhecer lentamente e de maneira saudável?

Deixa-me, agora, lhe apresentar outro personagem: o Sr. Maurycinho Grand Arms Narcisista. O Sr. Maurycinho vai para academia todo santo dia, faça sol ou faça chuva. Sua dieta é baseada em frango, batata-doce, ovos e brócolis. Jamais esquece de ingerir Whey Protein Top 10 pós-treino e Caseína Fika Grande na hora de dormir. Sempre faz posts, em redes sociais, de sua evolução corporal antes e depois de cada suado e duro treino. O Sr. Maurycinho já fez uso de esteroides anabolizantes para manter seus grandes braços hipertrofiados e sua barriga tanquinho. Entretanto, ele vive em um universo extremamente competitivo na busca pelo “corpo perfeito” e status social. Seus familiares o consideram esnobe, narcisista e fútil. Inúmeras vezes ele compra coisas que não quer (às vezes com o dinheiro que não tem) para mostrar (e se exibir) para as pessoas que nem conhece totalmente, ou seja, ele “tornou-se uma pessoa que ele não é”. Na realidade, o Sr. Maurycinho anda bastante deprimido, mas continua mostrando uma falsa noção de felicidade em redes sociais. Sem olhar ao seu redor, recebeu a notícia de falecimento de sua querida mamãe, que já estava doente. O acontecimento trágico foi um choque para Maurycinho e uma verdadeira gota d’água para acentuar seu estado depressivo. Hoje ele tem auxílio psicológico e faz uso de antidepressivos, mas isso não parece corrigir um “buraco” em seu peito.

E SABE QUAL FOI A MORAL DA HISTÓRIA AGORA?

A internet tornou-se um grande veículo (simples, fácil e barato) de se brincar de ator e atriz. Quer dizer, mostra-se uma vida fictícia e fantasiosa de amizades “verdadeiras”, de fama, de fortuna e de boas risadas, acompanhados por belos corpos “perfeitos” esculpidos com esteroides anabolizantes. A suposta “felicidade no mundo virtual” esconde, na realidade, uma carência afetiva, uma autoestima arranhada, um amor não correspondido, uma profunda dor da solidão e, e alguns casos, um desamor pela vida. Enfim, desconfie das pessoas que exibem uma felicidade esplendorosa em redes sociais e valorize as pessoas perto de você, pois elas podem não estar ali amanhã. Existe um pensamento que diz: Uma pessoa feliz não é uma pessoa num conjunto de determinadas circunstâncias e sim uma pessoa com um conjunto de determinadas atitudes” (H. Downs).

E AÍ, COMO VOCÊ QUER CHEGAR À TERCEIRA IDADE?

Com sua própria mobilidade?
Sem uma bengala para caminhar?
Tomando um banho sozinho, sem auxílio?
Se alimentando sozinho?
Com mais disposição?
Livre de doenças?
Sem necessitar de inúmeros medicamentos?
Longe de uma cama de hospital?
Com saúde?
Com um sono tranquilo?
Com mais sabedoria?
Com mais tolerância?
Com mais paciência?
Com paz?
Próximo dos entes queridos?
Com uma grande rede de amizades?
Rodeado de verdadeiros amigos?
Do lado de alguém que ame?
Tendo construído uma família?
Tendo herdeiros?
Tendo filhos?
Tendo netos?
Com sensação de dever cumprido?
Com memórias boas?
Com uma boa casa e carro, mas não igual ao Sr. Benn Matherial Famma e Fortunna?
Com um corpo saudável e até atraente, mas não igual ao Sr. Maurycinho Grand Arms Narcisista?

As pessoas não pensam seriamente no envelhecimento, mas isso pode fazer a diferença para envelhecer saudavelmente e com grande sabedoria. 

E VOCÊ, QUE É PROFESSOR E NUTRICIONISTA, COMO QUER CHEGAR À TERCEIRA IDADE?

Boa pergunta e usarei o pensamento de Henry Fordy (fundador da Ford Motor Company, 1863-1947) para responder: “Qualquer pessoa que pare de aprender é um velho, não importa se aos vinte ou aos oitenta anos. Quem continua aprendendo permanece jovem. A coisa mais importante da vida é manter a mente jovem”. Ou seja, me dê um livro de bioquímica, um computador com internet rápida para escrever meus posts, uma poltrona mega confortável e um copo de água bem gelado que estarei feliz da vida (risos). Porém, espero ter construído uma grande rede de amigos, pacientes e alunos, bem como ter feito uma diferença na vida de outras pessoas. Dessa forma, uso o pensamento de Harvey Mackay (colunista, palestrante motivacional e gerenciador, autor de quatro best-sellers do New York Times) para completar minha visão sobre a terceira idade, pois sem saúde tudo passaria de simples sonhos ou ilusão: “Perfure o poço antes de ficar com sede”.

E VOCÊ, QUAL SUA VISÃO DE ENVELHECIMENTO?

Ou melhor, quer envelhecer de maneira saudável? Saber como seria um plano alimentar para manter seu corpo e sua mente jovem? Se sim, então me procure e agende sua consulta.

Prof. Me. Nutr. Joelso Peralta
Tel./Whats: (51) 99943-1815
E-mail: joelsoperalta@hotmail.com ; peraltanutri@gmail.com
Blog: www.peraltanutri.blogspot.com

terça-feira, 6 de dezembro de 2016


AVALIAÇÃO HORMONAL NA PRÁTICA ESPORTIVA: O QUE SOLICITAR?

Prof. Me. Nutr. Joelso Peralta

Em 1945, o livro “The Male Hormone” (O Hormônio Masculino), de Paul de Kruif, aumentou as esperanças e expectativas das pessoas em relação ao uso de esteroides anabolizantes sintéticos, que parece ter sido um grande marco para a popularidade destes agentes farmacológicos. O uso de esteroides anabólico-androgênicos (EAA) no esporte não se limita ao levantamento de pesos e fisiculturismo, onde se observa de forma generalizada em todas as modalidades esportivas. Nas academias de ginástica e musculação, tanto no Brasil, como em outros países, também observamos o uso de esteroides anabolizantes para aumentar grandemente a massa muscular e reduzir a adiposidade. Atualmente, com as inúmeras discussões sobre a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) e estratégias antienvelhecimento e longevidade, o hormônio testosterona está cada vez mais famoso. Contudo, este é o único hormônio que o profissional de saúde, incluindo nutricionista, pode solicitar para uma avaliação hormonal na prática esportiva? Certamente que não e, nesta postagem, vou dar uma visão geral da solicitação de exames laboratoriais na prática esportiva com ênfase na endocrinologia.

O COMEÇO DE TUDO
Em toda a história da humanidade sempre houveram padrões de beleza estabelecidos pela época e por que agora seria diferente? Entretanto, vejo uma importante diferença: um alcance absurdamente maior de medicações, suplementos esportivos e cirurgias para modificar radicalmente o corpo. Claro que o conceito de beleza é algo subjetivo, localizado, histórico e relacional, mas certamente os transtornos alimentares e de imagem corporal também sempre estiveram presentes entre os seres humanos. Os transtornos alimentares são síndromes comportamentais caracterizadas por inadequações no padrão e no comportamento alimentar, distorção e insatisfação da imagem corporal que pode afetar a vida de relação e, muitas vezes, é acompanhada por práticas inadequadas e exageradas de atividades físicas, dietas restritivas, uso de produtos dietéticos e medicações sem recomendação profissional e, em alguns casos, indução do vômito.
Neste sentido, destaca-se a dismorfia muscular ou vigorexia, que é um distúrbio da imagem corporal caracterizado pelo aumento exagerado da massa muscular e o uso indiscriminado de agentes farmacológicos. A obsessão com a atividade física e o desenvolvimento da musculatura geralmente é observado em adolescentes e adultos jovens, mas atualmente parece não diferenciar entre os sexos (homens e mulheres) em decorrência da valorização do Universo Fitness e forte apelo midiático do “corpo perfeito”.
Enfim, frente à eterna insatisfação da raça humana quanto à composição corporal, fortalecida pela mídia do “corpo perfeito”, chegamos à testosterona. No ano de 1935, a testosterona foi sintetizada e isolada, sendo caracterizado quimicamente por Ruzicka e Weltstein, o que permitiu a obtenção do prêmio Nobel de Química em 1939. Ainda em 1939, ocorreu também a primeira descrição no boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre os hormônios sexuais, onde se destacava as alterações psicológicas e o aumento do desempenho atlético. Em 1956, o Dianabol (metandrosterona) foi criado pelo Laboratório CIBA e difundiu-se entre os levantadores de peso, onde em poucas semanas se observa um aumento da força e do volume muscular (cabe destacar que, posteriormente, o medicamento foi descrito como extremamente hepatotóxico). A partir daí, em todos os Jogos Olímpicos ouvimos falar de testes antidoping e atletas sendo banidos de suas modalidades esportivas pelo uso ilícito de drogas. Como exemplo, destaca-se as Olimpíadas de Seul, na Coréia, em 1988, onde Ben Johnson (Ben Sinclair Johnson, velocista canadense nascido na Jamaica) quebrou o record na corrida de 100 metros rasos (9,79 segundos), tornando-se o homem mais rápido do mundo e, em seguida, foi pego no Doping pelo uso de estanozolol. Johnson, então, foi suspenso do atletismo por 2 anos. Mas alguns atletas acreditam (e não aprendem com os próprios erros) que o treinamento e dieta seriam insuficientes para atingir suas pretenções no esporte e, em 1993, em Montreal, Johnson foi pego novamente no teste antidoping e agora banido definitivamente do esporte. Cabe lembrar que o record mundial atual nos 100 metros rasos pertence ao velocista jamaicano Usain Bolt (Usain St. Leo Bolt) com o tempo de 9,58 segundos em Berlim (2009), que disse logo após vencer: “Sempre há limites. Eu não conheço os meus”.
E, realmente, não há limites para o sucesso para muitos indivíduos (atletas amadores e profissionais) que culminou com uma verdadeira epidemia de esteroides anabolizantes no esporte, onde o Comitê Olímpico Internacional (COI) foi obrigado estabelecer um Comitê Médico para banir certos tipos de drogas no esporte através de Testes Antidoping. Todavia, um grande número de coquetéis orais e injetáveis já estava invadindo as academias de ginástica e musculação em todo o mundo e, novamente, sem limitações. Em 1990, os esteroides anabólico-androgênicos (EAA) haviam se expandido para todos os esportes (natação, ciclismo, esqui, voleibol, handebol, basquetebol, futebol, levantamento de peso, fisiculturismo, entre outros) e, certamente, também inspirou uma mudança drástica e de curto prazo nos corpos de muitos adolescentes e adultos não atletas nas academias de ginástica e musculação. Neste sentido, cabe a pergunta:

ADOLESCENTES E ADULTOS ESTÃO ABUSANDO DE ESTEROIDES ANABOLIZANTES POR FINS ESTÉTICOS?

De acordo com Dr. Harrison G. Pope, médico psiquiatra, professor de Harvard e autor do livro “O Complexo de Adônis: a obsessão masculina pelo corpo”, a resposta seria “SIM”. Segundo Dr. Pope, os esteroides anabolizantes estão entre as drogas mais polêmicas do mundo, altamente criticada e pobremente entendida. O Dr. Pope ainda relata que o uso de esteroides anabolizantes é um dos comportamentos humanos mais secretos que existem, pois as pessoas que usam simplesmente não admitem seu uso. Quer dizer, milhões de pessoas já usaram e, até mesmo, aqueles que menos suspeitamos. O médico psiquiatra finaliza: o uso de esteroides anabolizantes está aumentando e eles não vão desaparecer tão cedo.
Se isso for verdade (e parece que sim), então, cabe outra pergunta:

QUE EXAMES LABORATORIAIS VOCÊ, PROFISSIONAL NUTRICIONISTA, PODERIA SOLICITAR PARA UMA AVALIAÇÃO HORMONAL NA PRÁTICA ESPORTIVA?

Em primeiro lugar, a regulamentação da solicitação dos exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico pelo nutricionista está estabelecida na Lei Federal nº. 8.234/1991, art. 4º., inciso VIII. Quer dizer, o profissional nutricionista pode solicitar exames laboratoriais ao seu paciente, incluindo avaliação hormonal.

SE O NUTRICIONISTA PODE SOLICITAR EXAMES LABORATORIAIS, ENTÃO POR QUE OS PLANOS DE SAÚDE ESTÃO RECUSANDO OS PEDIDOS?

Boa pergunta, não é mesmo? E vamos atrás da resposta. A Lei Federal nº. 9.656/1998, que dispõe sobre planos e seguros de assistência à saúde, no art. 12, faculta a oferta, a contratação e a vigência dos produtos definidos no plano-referência com a exigência do inciso I, alínea “b” de que a cobertura de serviços de apoio diagnóstico, tratamentos e demais procedimentos ambulatoriais, sejam solicitados pelo médico assistente. A exigência estabelecida vale para todos os profissionais de saúde, inclusive para o médico, que também depende da autorização do médico “auditor” do plano de saúde que autoriza ou não os procedimentos.

E AGORA, COMO PROCEDER QUANTO A SOLICITAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS PELO PROFISSIONAL NUTRICIONISTA?

Já que a situação acima demonstra uma problemática (bastante comum nos dias atuais), o profissional nutricionista deve-se basear no valor de seu conhecimento, frente aos demais profissionais de saúde e “pseudossábios”, para exercer sua solicitação de exames laboratoriais. Neste sentido, conseguirá demonstrar a necessidade da solicitação de exames para o acompanhamento dietoterápico, especialmente na área desportiva desde que justifique sua solicitação. Em outras palavras, devido à divergência estabelecida, o Conselho Regional de Nutrição da Segunda Região (CRN2, www.crn2.org.br) sugere que o nutricionista acrescente ao pedido do exame uma justificativa técnica fundamentada que explicite a sua necessidade para a avaliação nutricional e acompanhamento do paciente, que ofereça elementos para a deliberação do auditor do plano ou seguro de saúde quanto à autorização dos mesmos (não que eu concorde com essa necessidade de justificativa, pois não vejo outros profissionais de saúde justificando suas ações profissionais que são inerentes da própria profissão, mas fazer o quê).
Tendo isso em mente, agora podemos responder a pergunta:

QUE EXAMES LABORATORIAIS O NUTRICIONISTA PODE SOLICITAR PARA UMA AVALIAÇÃO HORMONAL NA PRÁTICA ESPORTIVA?

O Comitê Olímpico Internacional (COI) sugeriu que uma avaliação periódica em atletas de elite deveria incluir o hemograma completo, as plaquetas, a glicemia, a creatinina, o ionograma (sódio, cloro, potássio, magnésio e cálcio), o perfil lipídico (colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos), aspartato aminotransferase (AST ou GPT, transaminase glutâmico-pirúvica) e alanina aminotransferase (ALT ou GOT, transaminase glutâmico-oxaloacética), creatina fosfoquinase (CPK), o ferro e a ferritina (Maria João Cascais. Exames laboratoriais em medicina esportiva. Rev Medicina Desportiva Informa 4(2): 25-27, 2013). Cabe lembrar que o hemograma completo deve incluir a séria vermelha e branca. Quanto a série vermelha temos os eritrócitos (valores de referência para homens: 4,5-6,1 milhões/mm3; mulheres: 4,0-5,4 milhões/mm3), a hemoglobina (homens: 12,8-17,8 g/dL; mulheres: 11,3-16,3 g/dL), o hematócrito (homens: 40-54%; mulheres: 36-48%) e os índices hematimétricos, a saber: volume corpuscular médio (VCM: 80-100 fl), hemoglobina corpuscular média (HCM: 27-32 pg), concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM: 32-36 g/dL) e red cell distribuition width (RDW: 12-16%). Para séria branca temos os leucócitos (4.000-10.000/mm3), os neutrófilos (47-71%), os eosinófilos (1-6%), os linfócitos (18-48%), os monócitos (3-10%) e os basófilos (0-2%). Seria interessante, também, observar o plaquetograma (plaquetas: 100.000-450.000/mm3).
É igualmente importante lembrar que a avaliação da CPK possui três isoformas: CPK-MM (músculo esquelética: 98-100%), CPK-MB (músculo cardíaco: 0-3%) e CPK-BB (tecido cerebral: 0%). Embora não descrito no quadro do Comitê Olímpico Internacional (COI), poderíamos adicionar à seleção de exames laboratoriais: lactato desidrogenase (LDH: até 190 U/L), gamma glutamil-transpeptidase (GGT – homens: 2-30 U/L; mulheres: 1-24 U/L) e bilirrubinas (total: 0,3-1,0 mg/dL; direta: 0,1-0,3 mg/dL; e indireta: 0,2-0,7 mg/dL).
O informativo de Maria João Cascais (Rev Medicina Desportiva Informa 4(2): 25-27, 2013), já destacado anteriormente, também salienta a solicitação de exames adicionais nos esportes de contato (por exemplo, lutas) para detecção de hepatite A, B ou C. Quer dizer, para vírus da hepatite A (HAV) solicita-se anti-HAV IgM e anti-HAV IgG. Para hepatite B (HBV) incluem HBsAg e anti-HBc. Finalmente, para hepatite C (HCV) solicita-se anti-HCV.
Mas, vamos ao que interessa neste post: avaliação hormonal na prática esportiva. Neste sentido, o mesmo informativo de 2013 faz menção à solicitação de exames laboratoriais específicos para mulheres atletas, onde deve ser solicitado o hormônio folículo-estimulante (FSH), o hormônio luteinizante (LH), o estradiol (E2), a progesterona, a leptina e a relaxina. Os hormônios LH e FSH possuem muitos valores de referência dependendo das fases do ciclo sexual mensal (ciclo menstrual) em mulheres, bem como durante a gravidez ou mesmo com o uso de contraceptivos. Da mesma forma ocorre com o estradiol (E2) em mulheres menstruando normalmente (fase folicular e lútea), metade do ciclo menstrual e no período pós-menopausa. Cabe lembrar que homens adultos também possuem LH, FSH e E2, embora com valores distintos das mulheres. Já a progesterona é o hormônio da gravidez, ou seja, que prepara o corpo das mulheres para uma possível gestação. Por fim, leptina (produzido pelo tecido adiposo e placenta) é um hormônio que controla a saciedade e o peso corporal, enquanto que relaxina (produzido pelo corpo lúteo e placenta) tem ação nas articulações pélvicas relacionados ao parto.
José Bento e colaboradores, através do livro “Testosterona, Energia e Saúde: descubra como a reposição hormonal pode restaurar o equilíbrio e transformar a vida de homens e mulheres” (2014) também trouxe uma abordagem para a solicitação de exames laboratoriais para uma avaliação hormonal em homens, que incluem: testosterona total e livre (podendo recorrer à testosterona salivar), albumina e/ou globulina de ligação dos hormônios sexuais (TEBG/SHBG), índice de aromatase (AROM), desidroepiandrosterona (DHEA) e DHEAS (sulfato), diidrotestosterona (DHT), estradiol (E2), hormônio luteinizante (LH), hormônio folículo-estimulante (FSH) e cortisol.
Todavia, se pensarmos na reposição hormonal masculina, associado ao Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) ou Partial Androgen Deficiency in the Aging Male (PADAM) – popularmente conhecido como Andropausa –, a Dra. Odilza Vital, no IX Simpósio Internacional, VIII Congresso Brasileiro e V Congresso Iberoamericano de Medicina Antienvelhecimento (Rio de Janeiro, 2010), destacou os itens necessários para reposição hormonal destes homens: exame clínico completo, toque retal, avaliação do estado emocional, avaliação do desempenho sexual, hemograma, glicemia, perfil lipídico, enzimas hepáticas (TGO/TGP), ácido úrico, uréia, creatinina, PSA total e livre, estradiol (E2), testosterona total e livre, SHBG, prolactina, DHEA, fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1, insulin-like growth factor-1) e a proteína de ligação do IFG-1 (IGFBP3, insulin-like growth factor binding protein-3). Em outros casos pode-se recorrer à ultrassonografia de próstata e densitometria óssea. Entretanto, responda sinceramente:

VOCÊ ACREDITA MESMO QUE OS ADOLESCENTES E ADULTOS JOVENS ESTÃO PROCURANDO AUXÍLIO PROFISSIONAL A FIM DE REPOR SEUS HORMÔNIOS, ESPECIALMENTE TESTOSTERONA, EM DECORRÊNCIA DE UMA ANDROPAUSA PRECOCE?
                                           
Neste sentido, cabe destacar que os níveis hormonais começam a declinar depois dos 35 ou 45 anos de idade (para uns mais cedo, para outros mais tardiamente), podendo chegar até 2% ao ano. Então, neste ritmo natural, aos 80 anos a pessoa tem apenas 20% da testosterona que produzia na sua fase de juventude. Os sintomas de DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) aparecem em 8% dos homens entre 40-49 anos; 12% daqueles entre 50-69 anos; 19% na faixa dos 60 anos; 26% entre 70-79 anos e 40% acima dos 80 anos (Christopher J. Westley; Richard L. Amdur; Michael S. Irwig. High rates of depression and depressive symptoms among men referred for borderline testosterone levels. The Journal of Sexual Medicine, 2015; José Bento e colaboradores. Testosterona, Energia e Saúde. Descubra como a reposição hormonal pode restaurar o equilíbrio e transformar a vida de homens e mulheres. 1.ed. São Paulo: Alaúde Editorial, 2014).
Ao mesmo tempo, existem outros fatores que podem favorecer precocemente um DAEM, tais como a depressão, o estresse, a ingestão de bebidas alcoólicas, o uso descontrolado e não orientado de medicamentos, o tabagismo, o sedentarismo, a obesidade e outros doenças associadas. Quer dizer, muitos indivíduos pensam em repor seus hormônios (Terapia de Reposição Hormonal ou TRH), mas poucos pensam em controlar as variáveis sociais e ambientais envolvidas nos distúrbios hormonais. Em outras palavras, atacam as “consequências” ao invés das “causas” da andropausa em alguns homens.
Enfim, a perda de hormônios, tanto em homens, quanto em mulheres, podem trazer à tona na entrevista de consultório alguns relatos preocupantes. Em mulheres (climatério e menopausa) se observa os seguintes relatos: ondas de calor (“calorões”), ressecamento vaginal, redução da libido, mudanças de humor, irritação, cansaço generalizado, insônia, confusão mental, perda de memória ou memória fraca, ansiedade, depressão, cefaleia ou enxaqueca, retenção hídrica, redução da densidade óssea (osteoporose) e redução da elasticidade da pele. Em homens (andropausa) se observa relatos de depressão, ansiedade, irritabilidade ou desânimo, diminuição da energia e disposição, perda da resistência ou cansaço extremo, insônia, dificuldade de concentração, redução da libido, redução na capacidade de ereção, infertilidade (em alguns casos), perda da massa muscular e da força, aumento da gordura corporal, tendência ao acúmulo de gordura abdominal e anemia (em alguns casos).
Para finalizar, a endocrinologia é uma ciência complexa (e fascinante) e, portanto, também podemos pensar, em alguns casos, na avaliação de hormônios tireoidianos (T3, triiodotironina; T4, tiroxina), bem como do hormônio tíreo-estimulante ou estimulante da tireoide (TSH). Da mesma forma, o controle homeostático da massa óssea pode requerer, em alguns casos específicos, a avaliação da vitamina D (calcitriol), do hormônio da paratireoide (HPT ou PTH) e da calcitonina. Claro que existem muitos hormônios a serem estudos (insulina, glucagon, adrenalina, hormônio antidiurético ou ADH, aldosterona, ocitocina, grelina, entre outros), mas cabe lembrar: a solicitação de exames laboratoriais para esportistas e atletas permite o diagnóstico que tem contexto clínico (relação saúde e doença) e desportivo (desempenho atlético). Entretanto, a solicitação deve ser detalhada e criteriosa, mas também deve ser limitada e objetiva. Em outras palavras, devemos evitar a geração de custos desnecessários com exames bioquímicos para os praticantes de atividades físicas e, ao mesmo tempo, estudar fisiologia, bioquímica e endocrinologia para interpretar corretamente os resultados obtidos.
Em resumo, os principais hormônios e proteínas (na minha visão profissional) a serem solicitados na prática esportiva, ou seja, para o acompanhamento de atletas (amadores ou profissionais) incluem: hormônio folículo-estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH), estradiol (E2), leptina, insulina, testosterona total e livre, globulina de ligação dos hormônios sexuais (SHBG), desidroepiandrosterona (DHEA), sulfato de desidroepiandrosterona (DHEAS), diidrotestosterona (DHT), cortisol, fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1), proteína de ligação do IFG-1 (IGFBP3), triiodotironina (T3), tiroxina (T4), hormônio tíreo-estimulante (TSH) e vitamina D (calcitriol).

Para maiores informações, agendar sua consulta ou cursos/palestras de aprimoramento profissional (incluindo solicitação e interpretação de exames bioquímicos), entre em contato:

Prof. Me. Nutricionista Joelso Peralta (CRN2 6561)
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